Curso 3: Desenvolvimento Agêntico

Encontro 3

Sub-Agentes e Agent Teams
Delegando trabalho a equipes de IA

3 horasBloom: Analisar / Avaliar

Instrutor: Rodrigo Pinto

Slide título. Esperar todos entrarem (10 min acomodação). Hoje é o encontro mais transformador: passamos de 1 agente para EQUIPES de agentes.

Recap Rápido

De onde viemos

E1: Claude Code Básico

  • CLI como interface principal
  • CLAUDE.md como contexto do projeto
  • Memory files e persistência
  • Permissões e segurança

E2: Context Engineering

  • 6 componentes de contexto
  • CLAUDE.md hierárquico
  • Skills reutilizáveis
  • Slash commands

Até agora: 1 agente, 1 tarefa. Hoje: múltiplos agentes, tarefas complexas.

5 min. Recap rápido dos encontros anteriores. Perguntar: "Quem já sentiu que o Claude Code ficou lento numa tarefa grande?" Transição: "Hoje vamos resolver isso com delegação."

O Problema

Um agente não escala

1 Agente

Contexto limitado
Faz tudo sequêncial
Erra mais em tarefas longas

Problema

Tarefas complexas exigem
especialização + paralelismo
+ verificação cruzada

Solução

Equipes de agentes
cada um com papel definido
trabalhando em paralelo

5 min. Analogia: "Imaginem um escritório onde uma única pessoa faz tudo: escreve, revisa, testa, publica. Isso funciona para tarefas pequenas. Para projetos grandes, você precisa de uma equipe."

Agenda do Encontro 3

3 Ciclos de Aprendizado

Ciclo 1 — Agent Tool: Delegando Tarefas

O que é, tipos de sub-agentes, foreground vs background

Ciclo 2 — Orquestração de Agentes

Paralelo, dependências, worktrees, padrões fan-out/pipeline/verify

Ciclo 3 — Workflows com Verificação

Code review, QA, security audit, quality gates automatizados

Intervalo de 20 min entre Ciclo 2 e Ciclo 3

5 min. Apresentar os 3 ciclos. Cada ciclo: teoria curta + prática imediata. Hoje vocês vão sair com agent teams funcionando.

Ciclo 1 • 30 min

Agent Tool

Delegando Tarefas a Sub-Agentes

Transição para Ciclo 1. "Até agora vocês usaram o Claude Code como um único assistente. Agora vamos aprender a delegar."

Ciclo 1

O que é a Agent Tool?

Definição

Uma ferramenta que permite ao Claude Code criar novos agentes para executar tarefas específicas de forma isolada.

Analogia

Você é o gerente de projeto. Em vez de fazer tudo sozinho, você delega tarefas para especialistas.

Cada sub-agente tem:

  • Seu próprio contexto isolado
  • Instruções específicas (prompt)
  • Acesso controlado a ferramentas
  • Resultado retornado ao "pai"
5 min. Explicar que o Agent Tool é nativo do Claude Code. O agente principal "spawna" sub-agentes. Cada um recebe uma tarefa, executa, e retorna o resultado. O agente principal decide o que fazer com os resultados.

Ciclo 1

Como criar um Sub-Agente

// No prompt do Claude Code, basta pedir: "Crie um sub-agente para analisar todos os arquivos .py neste repositório e listar funções sem docstring." // O Claude Code internamente usa o Agent Tool // para spawnar um novo agente com essa tarefa. // O sub-agente executa de forma isolada // e retorna os resultados ao agente principal.

O agente principal decide automaticamente quando delegar — mas você pode pedir explicitamente.

3 min. Mostrar que não precisa de sintaxe especial. Você pede naturalmente e o Claude Code decide usar o Agent Tool. Mas você também pode ser explícito: "Use um sub-agente para..."

Ciclo 1

Tipos de Sub-Agentes

Explore

Leitura e análise. Investiga código, busca padrões, mapeia dependências. Não modifica nada.

Plan

Cria planos de implementação. Analisa requisitos, propõe arquitetura, define steps.

Coder

Escreve e modifica código. Implementa features, corrige bugs, refatora.

Code Reviewer

Revisa código. Identifica problemas, sugere melhorias, verifica padrões.

QA / Test Engineer

Testa o código. Escreve testes, executa, verifica cobertura e edge cases.

Security Auditor

Auditoria de segurança. Busca vulnerabilidades, valida inputs, checa dependências.

5 min. Cada tipo tem um papel claro. Enfatizar que você não precisa usar todos. A escolha depende da complexidade da tarefa. Perguntar: "Qual tipo seria mais útil no trabalho de vocês?"

Ciclo 1

Foreground vs Background

Foreground

O agente principal espera o sub-agente terminar antes de contínuar.

  • Resultado é necessário para o próximo passo
  • Você vê o progresso em tempo real
  • Ideal para tarefas sequênciais
"Analise este arquivo e me diga quais funções precisam de refatoração." // Espera o resultado, depois age

Background

O sub-agente roda em paralelo enquanto o agente principal faz outra coisa.

  • Tarefas independentes entre si
  • Resultado consultado depois
  • Ideal para paralelização
"Em background: audite a segurança. Enquanto isso, vou implementar a nova feature."
5 min. Analogia: foreground = você pede algo e espera na sala. Background = você pede algo e vai fazer outra coisa, volta depois para pegar o resultado. Background é o que habilita paralelismo real.

Ciclo 1

Quando Delegar vs Fazer Você Mesmo?

DELEGUE quando:

  • Tarefa é independente do contexto principal
  • Pode rodar em paralelo com outra
  • Precisa de especialização (review, QA)
  • Tarefa é grande e pode ser dividida
  • Quer verificação cruzada (segundo par de olhos)

NÃO delegue quando:

  • Tarefa é simples e rápida (< 1 min)
  • Depende totalmente do contexto atual
  • É uma decisão de design (você precisa decidir)
  • O overhead de spawnar supera o beneficio
  • Precisa de interação iterativa com você

Regra prática: se você consegue descrever a tarefa completa em um parágrafo sem precisar de feedback intermediário, ela é delegável.

5 min. Essa é uma das decisões mais importantes. Delegar demais = overhead. Delegar de menos = gargalo. A regra do parágrafo ajuda: se precisa de ida-e-volta, faça você mesmo.

Prática • Ciclo 1

Lançando Sub-Agentes

Exercício (10 min)

  • Passo 1: Abra seu projeto do E2 no Claude Code
  • Passo 2: Peça um sub-agente Explore para mapear a estrutura do projeto
  • Passo 3: Peça um sub-agente para encontrar pontos de melhoria no código
  • Passo 4: Observe como cada sub-agente trabalha de forma isolada

Prompt sugerido: "Use um sub-agente para analisar a estrutura deste repositório e listar todos os arquivos que precisam de documentação."

10 min de prática. Circular pela sala. Ajudar quem tiver dificuldade. Observar se os alunos entendem a diferença entre o agente principal e o sub-agente.

Ciclo 2 • 30 min

Orquestração

Múltiplos Agentes Trabalhando Juntos

Transição para Ciclo 2. "Agora que sabem delegar UMA tarefa, vamos coordenar VARIAS."

Ciclo 2

Agentes em Paralelo

// Exemplo: pesquisa em paralelo sobre um tema "Preciso pesquisar sobre autenticação JWT. Lance 3 sub-agentes em paralelo: 1. Agente A: analise as melhores práticas de segurança 2. Agente B: encontre exemplos de implementação em Python 3. Agente C: identifique vulnerabilidades comuns Depois consolide os resultados." // Cada agente trabalha independentemente // O principal combina os resultados no final

Múltiplos agentes em paralelo = redução dramática de tempo para tarefas independentes.

5 min. Mostrar o poder: 3 tarefas que levariam 15 min sequênciais rodam em ~5 min paralelos. O agente principal orquestra e consolida. Importante: as tarefas devem ser INDEPENDENTES.

Ciclo 2

Gerenciando Dependências

Independentes

Agentes que não precisam do resultado um do outro.

// Podem rodar em paralelo Agente A: analisa frontend Agente B: analisa backend Agente C: analisa banco

Dependentes

Um agente precisa do resultado de outro para começar.

// Devem rodar em sequência Agente A: escreve código -> Agente B: revisa (depende de A) -> Agente C: testa (depende de B)

Dica: identifique as dependências ANTES de lançar os agentes. Misturar paralelo com sequencial é a chave da eficiência.

5 min. Desenhar no quadro: tarefas paralelas (barras lado a lado) vs sequênciais (barras uma após outra). A orquestração inteligente combina ambos.

Ciclo 2

Isolamento com Worktrees

O Problema

Dois agentes editando o mesmo arquivo = conflito. Como evitar?

Git Worktrees: cada agente trabalha em uma cópia separada do repositório.

Como funciona

  • Cada sub-agente recebe seu próprio worktree
  • Trabalha em branch isolada
  • Sem conflitos durante a execução
  • Merge controlado no final
// O Claude Code gerencia worktrees automaticamente // quando você pede agentes em paralelo que editam código. // Cada agente tem seu diretório isolado. "Lance dois agentes em paralelo: - Agente 1: implemente o módulo de login - Agente 2: implemente o módulo de dashboard Use worktrees separados para evitar conflitos."
5 min. Worktrees é um conceito do Git. Explicar de forma simples: é como ter 2 cópias do projeto, cada agente trabalha na sua cópia, depois juntamos. Não precisa configurar manualmente - o Claude Code faz.

Ciclo 2

Retomando Agentes

E se algo der errado?

  • Resume: retomar um agente que parou (conexão caiu, timeout)
  • Retry: relançar um agente com instruções corrigidas
  • Cancel: cancelar um agente que não está produzindo resultado útil
  • Check status: verificar o progresso dos agentes em background

Gerenciar agentes é como gerenciar uma equipe: acompanhar, reorientar, e saber quando parar.

3 min. Rápido: mostrar que você tem controle. Agentes não são fire-and-forget. Você pode verificar, retomar, cancelar. Analogia: como um gerente checando o status das tarefas do time.

Ciclo 2 • Padrões

3 Padrões de Orquestração

Fan-Out

Pesquisa Paralela

1 tarefa grande dividida em N sub-tarefas independentes. Resultados consolidados no final.

Ex: analisar 5 módulos do sistema em paralelo

Pipeline

Sequencial

Cada agente recebe o output do anterior. Cadeia de transformação.

Ex: escreve -> revisa -> corrige -> testa

Verify-then-Act

Verificação Antes de Agir

Um agente planeja, outro valida o plano, só então um terceiro executa.

Ex: plan -> review plan -> implement

5 min. Esses 3 padrões cobrem 90% dos cenários. Fan-out para velocidade, pipeline para qualidade, verify-then-act para segurança. Na prática, você combina: fan-out de pesquisa -> pipeline de implementação -> verify no final.

Padrão 1

Fan-Out: Pesquisa Paralela

// Cenário: você precisa entender um repositório grande "Analise este repositório em paralelo: - Agente 1: mapeie a arquitetura (pastas, módulos, deps) - Agente 2: identifique padrões de código usados - Agente 3: encontre TODO/FIXME/HACK no código - Agente 4: avalie a cobertura de testes Consolide tudo em um relatório único." // 4 agentes rodando ao mesmo tempo // Tempo: ~max(A1,A2,A3,A4) em vez de A1+A2+A3+A4

Fan-out transforma 20 minutos sequênciais em 5 minutos paralelos.

3 min. Enfatizar o ganho de tempo. Desenhar: 4 barras lado a lado vs 4 barras empilhadas. O tempo total é determinado pelo agente mais lento, não pela soma.

Padrão 2

Pipeline: Cadeia Sequencial

Plan

Analisa requisitos
Define arquitetura

Code

Implementa
o plano

Review

Revisa qualidade
e padrões

Fix

Corrige issues
encontrados

Test

Valida tudo
com testes

Cada etapa adiciona uma camada de qualidade. O output de um é o input do próximo.

3 min. Pipeline é o padrão mais comum para desenvolvimento. Cada agente é especialista em uma etapa. A qualidade do código melhora a cada etapa. Comparar com assembly line de fábrica.

Padrão 3

Verify-then-Act: Segurança Primeiro

1

Planeja

Um agente propõe o que vai ser feito. Descreve mudanças em detalhe.

2

Verifica

Outro agente revisa o plano. Identifica riscos, problemas, alternativas.

3

Executa

Só após aprovação, um terceiro agente implementa o plano validado.

Use para: mudanças em produção, migração de dados, refatorações grandes — qualquer coisa onde errar custa caro.

3 min. Esse padrão é crucial para tarefas de alto risco. A verificação intermediária evita que um agente execute algo errado. Analogia: piloto faz checklist, copiloto confirma, só aí decola.

Padrões Avançados

Agent Sim & Agent X (Tina Huang)

Agent Sim — Simulação

Crie um agente que simula cenários: entrevistas, testes de usuario, feedback de stakeholders.

Use sub-agentes para simular múltiplas perspectivas simultaneamente.

// Exemplo: teste de pitch "Lance 3 sub-agentes: - Investidor cético - Cliente potencial - Concorrente Cada um critica meu pitch."

Agent X — Expert Feedback

Spawne revisores especializados como sub-agentes, cada um dando feedback direcionado.

Cada expert foca na sua área de domínio.

// Exemplo: code review multi-expert "Lance 3 sub-agentes: - Expert em segurança - Expert em UX - Expert em performance Cada um revisa o código."
3 min. Esses padrões vêm da Tina Huang. Agent Sim é poderoso para validação antes de agir. Agent X é o "conselho de especialistas virtual". Ambos são aplicações práticas da orquestração de sub-agentes que acabamos de aprender.

Padrões Avançados

Quando usar cada padrão?

Fan-out → Tarefas independentes que precisam de velocidade

Pipeline → Etapas sequênciais onde qualidade importa mais que velocidade

Verify-then-Act → Tarefas de alto risco onde errar custa caro

Agent Sim → Validação de ideias, teste de hipóteses, preparação para situações reais

Agent X → Review multidisciplinar, auditoria de qualidade, feedback 360

Combine padrões: Agent X dentro de um Pipeline, Agent Sim antes de um Fan-out.

2 min. Recapitular os 5 padrões rapidamente. A mensagem-chave: não são mutuamente exclusivos, podem ser combinados. Exemplo: usar Agent Sim para validar o plano antes de executar o Pipeline.

Prática • Ciclo 2

Orquestrar 3+ Agentes

Exercício (15 min)

  • Escolha um padrão: fan-out, pipeline, ou verify-then-act
  • Defina 3+ agentes com papéis claros
  • Execute no seu projeto usando Claude Code
  • Observe: como os agentes se coordenam?

Sugestão de prompt:

"Quero analisar este projeto com 3 agentes em paralelo: 1. Um agente para mapear a arquitetura 2. Um agente para listar problemas de qualidade 3. Um agente para verificar segurança Consolide os resultados em um relatório."
15 min de prática. Circular pela sala. Ajudar com a escolha do padrão. Observar como cada aluno formula o prompt de orquestração. Lembrar: as tarefas devem ser independentes para fan-out.

Pausa

Intervalo

20 minutos

Voltamos para o Ciclo 3: Workflows com Verificação

Intervalo de 20 min. Lembrar de voltar no horário. "Quando voltarem, vamos montar pipelines completos de qualidade."

Ciclo 3 • 30 min

Workflows

Verificação Automatizada

Transição para Ciclo 3. "Agora vamos combinar tudo: sub-agentes + orquestração para criar workflows de qualidade automatizados."

Ciclo 3

Por que Verificação importa?

Sem verificação

  • Código gerado pode ter bugs
  • Vulnerabilidades de segurança passam
  • Padrões do projeto são ignorados
  • Testes não cobrem edge cases
  • Você só descobre o problema em produção

Com verificação automatizada

  • Segundo agente revisa TUDO
  • Vulnerabilidades detectadas antes do merge
  • Padrões reforçados automaticamente
  • Testes escritos E executados
  • Problemas encontrados na hora

Princípio: nunca confie no output de um único agente para tarefas críticas. Sempre tenha um segundo par de olhos.

5 min. Lembrar do E1 Curso 1: alucinação existe. IA erra. A diferença é que agora temos OUTRA IA para verificar. Não é perfeito, mas é muito melhor que zero verificação.

Ciclo 3 • Agente Revisor

Code Review Automatizado

// Pedindo um review após implementação "O código do módulo de autenticação foi implementado. Agora use um sub-agente code-reviewer para: 1. Verificar se segue os padrões do CLAUDE.md 2. Identificar possíveis bugs ou edge cases 3. Avaliar legibilidade e manutenção 4. Sugerir melhorias específicas com exemplos Retorne um relatório estruturado."

O que o reviewer checa

  • Conformidade com padrões do projeto
  • Code smells e anti-patterns
  • Tratamento de erros
  • Performance e complexidade

O que você recebe

  • Lista priorizada de issues
  • Sugestões concretas de fix
  • Aprovação ou rejeição
  • Score de qualidade
5 min. Mostrar que o code reviewer não só encontra problemas, mas sugere soluções. É como ter um senior developer revisando tudo. Funciona especialmente bem quando o CLAUDE.md tem padrões definidos.

Ciclo 3 • Agente QA

QA Testing Automatizado

O que o QA Agent faz

  • Escreve testes unitários e de integração
  • Executa os testes no projeto
  • Verifica cobertura de edge cases
  • Testa happy path E error paths
  • Gera relatório de cobertura
"Use um sub-agente QA para: 1. Analisar o módulo de pagamento 2. Escrever testes para todas as funções públicas 3. Incluir testes de edge cases: - valor negativo - string vazia - conexão timeout 4. Executar os testes 5. Reportar falhas encontradas"

Dica: o agente QA é mais eficaz quando tem acesso aos requisitos do projeto (via CLAUDE.md ou specs).

5 min. QA automatizado é um game-changer. O agente não só escreve testes, ele os EXECUTA e reporta. Lembrar que isso depende do setup do projeto (test framework configurado).

Ciclo 3 • Agente de Segurança

Security Audit Automatizado

O Security Auditor verifica:

  • Injeção de SQL e XSS
  • Secrets hardcoded no código
  • Dependências com vulnerabilidades
  • Permissões excessivas
  • Validação de inputs
  • Autenticação e autorização
  • Exposição de dados sensíveis
  • OWASP Top 10 compliance

Importante: o agente de segurança não substitui um pentest profissional, mas pega 80% das vulnerabilidades comuns antes que cheguem a produção.

5 min. Segurança é crítica. Enfatizar que esse agente deve rodar SEMPRE antes de deploy. Ele não substitui auditoria profissional, mas é uma camada extra. Combinar com code reviewer = dupla camada.

Ciclo 3

Quality Gates no Workflow

GateAgenteCritério de Aprovação
Gate 1: ReviewCode ReviewerZero issues críticos, max 3 warnings
Gate 2: TestesQA Engineer100% testes passando, cobertura > 80%
Gate 3: SegurançaSecurity AuditorZero vulnerabilidades high/critical
Gate 4: FinalAgente PrincipalTodos os gates anteriores aprovados

Se qualquer gate reprovar, o workflow volta para o agente coder corrigir e passa pelos gates novamente.

3 min. Quality gates são pontos de controle. O código só avança se passar em cada gate. Se reprovar, volta para correção. Isso cria um loop de melhoria contínua automatizado.

Ciclo 3

O Ciclo Write → Review → Fix

Write

Agente Coder implementa a feature ou correção.

Review

Agente Reviewer analisa, encontra problemas, sugere fixes.

Fix

Agente Coder aplica as correções. Volta para Review até aprovação.

"Implemente a função de validação de CPF. Depois lance um code-reviewer para analisar. Se houver problemas, corrija automaticamente e submeta para review novamente. Repita até aprovação."
5 min. Esse é o padrão mais poderoso. Automatiza o ciclo que desenvolvedores fazem manualmente. O loop write-review-fix pode rodar 2-3 vezes até o código ficar limpo. Mostrar que isso é como pair programming automatizado.

Ciclo 3 • Juntando Tudo

Workflow Completo

// Workflow completo de implementação com verificação "Preciso implementar um módulo de notificações. Etapa 1 - Plan (foreground): Sub-agente analisa requisitos e propõe arquitetura. Etapa 2 - Code (foreground): Sub-agente implementa seguindo o plano. Etapa 3 - Verificação em paralelo (background): Agente A: code review Agente B: escrever e rodar testes Agente C: auditoria de segurança Etapa 4 - Fix: Corrigir todos os issues encontrados. Etapa 5 - Re-verify: Rodar verificação novamente até aprovação."

Combina pipeline (etapas sequênciais) com fan-out (verificação paralela) e loop (fix + re-verify).

3 min. Esse é o padrão gold standard. Pipeline para implementação, fan-out para verificação (3 agentes em paralelo!), loop para correção. Na prática, esse workflow pega a maioria dos problemas antes de você ver o código.

Prática • Ciclo 3

Build a Write + Review Workflow

Exercício (15 min)

  • Passo 1: Escolha uma feature simples para implementar no seu projeto
  • Passo 2: Peça ao Claude Code para implementar usando o padrão write + review
  • Passo 3: Adicione um agente QA para escrever testes
  • Passo 4: Observe o ciclo: write -> review -> fix -> re-review

Prompt sugerido:

"Implemente [sua feature]. Depois lance um code-reviewer. Se o reviewer encontrar problemas, corrija e submeta novamente. Também lance um agente QA para escrever e rodar testes. Repita até tudo aprovado."
15 min de prática. Essa é a prática mais importante do encontro. Circular e ajudar. Se alguém terminar rápido, pedir para adicionar o agente de segurança também.

Recap em Duplas • 15 min

Discutam com o Colega

1

Quando usar 1 agente vs um agent team?

2

Qual padrão de orquestração (fan-out, pipeline, verify) você usaria no seu trabalho?

3

Como o ciclo write-review-fix muda a forma de desenvolver?

15 min. Projetar as perguntas. Ajuda as duplas a focar. Circular e ouvir respostas. Perguntar depois para a turma: alguém quer compartilhar um insight?

Fechamento

O que levar do Encontro 3

Agent Tool permite delegar tarefas a sub-agentes especializados

Paralelismo com fan-out reduz tempo dramáticamente

Pipeline sequêncial adiciona camadas de qualidade

Verificação automatizada (review + QA + security) pega problemas antes de você

O ciclo write → review → fix é o novo padrão de desenvolvimento

5 min. Recap rápido dos 5 pontos-chave. Enfatizar: hoje passamos de 1 agente para equipes. Isso é multiplicar a capacidade sem multiplicar o tempo.

Próximo Encontro

Encontro 4:
Frameworks Agênticos

Hoje aprenderam a montar equipes de agentes. Na próxima vez, vão aprender RECEITAS TESTADAS para projetos complexos: BMAD, Spec Kit, Super Powers.

Tarefa: Usem agent teams esta semana no projeto de vocês.
Testem pelo menos 2 padrões diferentes (fan-out + pipeline).
Anotem: o que funcionou e o que não funcionou.

3 min. Dar a tarefa. Criar expectativa para o E4: frameworks são como receitas de bolo - padrões já testados para projetos complexos. "Vocês já sabem cozinhar, agora vão aprender as receitas dos chefs."

Até o próximo
encontro!

Curso 3: Desenvolvimento Agêntico

Rodrigo Pinto

Método Tempo para o que Importa

Encerrar no horário. Agradecer a participação. Lembrar da tarefa. "Hoje vocês passaram de operar 1 agente para comandar equipes inteiras. Pratiquem!"
1 / 37